Revista Brasileiros

Cobertura VII FLIP – Escutando Alex Ross

Jornalista e crítico musical fala de seu lançamento de livro no Brasil

04 de julho de 2009, de Paraty

A primeira mesa de autores deste sábado (4) em Paraty trouxe o jornalista e crítico musical Alex Ross. Trabalhando atualmente na revista New Yorker, lança no Brasil, pela Companhia das Letras, seu primeiro livro, O Resto é Ruído – Escutando o século XX. A obra foi vencedora do National Book Critics Circle Award, finalista do Pulitzer e listada entre as dez melhores de 2007 pelo jornal New York Times. Para mediar a mesa, a Flip convidou o também jornalista e crítico musical brasileiro Arthur Dapieve.

O livro, segundo Arthur e confirmado por Alex, pode ser considerado mais um romance do que propriamente um livro de ensaios intercalados sobre a vida dos grandes compositores de música erudita do século XX. Na obra, encontram-se a trajetória de vida de nomes como Stravinsky, Benjamim Britten, Schoenberg, Sibelius e Shostakovich.

Alex acredita que a música erudita está passando por um período de maior popularização em virtude da internet. Essa emergente ferramenta tecnológica permite com que se tenha maior acesso a críticas, informações e aos próprios trechos das músicas que se deseja conhecer. No início do século XX, os grandes compositores eram considerados celebridades, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Em meados do século, a música erudita entrou em decadência, ressurgindo, ainda que gradualmente, no final do século.

Poucos brasileiros são citados na obra. Villa-Lobos é o de maior destaque. “O livro é uma história sobre a vida de compositores europeus, sobretudo”, esclarece Alex. Mas comenta a importância do universo musical brasileiro, pontuando que a música popular tupiniquim é muito próxima da erudita.

Durante basicamente toda sua explanação, Alex Ross deixou claro que a composição musical é um elemento artístico global que ultrapassa barreiras culturais, e que não devemos nos preocupar somente em distinguir aquilo que é clássico daquilo que é moderno – a música erudita é para ser ouvida e apreciada sob todos os seus aspectos. “Desejo que O Resto é Ruído faça com que as pessoas entrem em contato com a música erudita. Para isso, tentei mesclar um pouco da vida e da obra dos grandes compositores do século XX”, finaliza o autor.

(Cobertura publicada no site da Revista Brasileiros. Você pode ver este texto aqui. Este texto é de Luiz Guilherme Stifter)

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